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"Sou mermo"





Sou cabôca menina
Muié do norte
Muié nordestina
Venho em verso te instigar
Sou filha do nordeste
Não nego o meu lugar



Venho
Representando o Norte
Me chamo  Líndia
Linda+ Índia = Lídia
É pra sua sorte
que assim podes me chamar


Sou a flor do mandacaru

Nascida lá no sertão
Sou estrela do céu a brilhar
Anjo alado, gavião

Poeta da emoção

Prove tua doçura!
Se tu chama RAPadura
Comprove sua assinatura
Mostre pro que tu chegou
Que lhe quero acompanhar
Nesse verso que lhe dou



Na base da rima trago daqui de cima
Um passo da Amazônia pra te apresentar
Metade  desconheço
Mas o que conheço, provo
Do amargo do tucumã
À doçura de uma cunhã
Comprovo meu nome e assino: Líndia,
Menina muié do norte/nordeste
Se tu é cabra da peste
Então rasga de leste a oeste
Mostra pro que vieste
Que ‘tou a te espiar

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Beijos de cá

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O pensador e ela

Ele sentia o calor que vinha dela Ele jamais esqueceu a pontinha do pé Ele beijava o corpo dela... E tudo que se ouvia era uma melodia singela. E, Ela? Gritava seu amor da janela. gritava um gemido rouco e seu corpo desfalecia aos poucos Ele sentia o calor que vinha dela E ela, gozava de prazer na janela.

Encontro das águas

Eu vi um encontro acontecer, era tão belo, simples e singelo. Ela o esperava, com aquela vista (da janela) tão bela. Ele á encontrava, e sua leveza e elegância mais parecia uma dança. Tinha horas que as diferença eram esquecidas Ele era ela, ela encaixava em sua vida. Ele com sua calma, ela com sua energia. Mais havia horas que ela era vento e ele ventania. Era um encontro que já tinha visto, Era o negro com o barrento Era um encontro de águas Era a força de um fogo Eu fico feliz ter visto da janela Um encontro de sorrisos, vinhos e alegria. Um encontro que vi aquele dia Um encontro tão belo, Que guardarei no meu eterno. 
Procurei varias formas de presentea-la Mas como presentear um presente de Deus Se busco flores,nenhuma tem  a beleza do teu olhar Se busco melodias, o som da tua grandeza é mais que o suficiente Como encontraremos o presente ideal Uma índia louca de tão puro coração Que ajuda estranhos e nem pede nada em troca Que vive lutando e transmite vida real nos muros de cá Como posso homenagear? Se palavras não terão graça pra essa missão Se meus versos são simples pra falar Ô Moniquita como presentear Se o real presente é você que nos dá